Há cerca de 15 anos atrás, com o surgimento da Internet Banda Larga, os usuários da Baixada Fluminense esperavam ansiosos para a instalação dessa nova tecnologia em suas máquinas... Se libertar da internet discada oferecida pela TELEMAR-RJ era o sonho de praticamente todos que sofriam com sua imensa lentidão.
As opções eram 300kb, 600kb e 1Megabyte... Mas quando pedíamos a velocidade de 1Megabyte surgia da antiga Telemar-RJ, hoje OI-RJ, a seguinte argumentação: Sua linha telefônica possui "inviabilidade técnica" de se instalar a velocidade de 1 Megabyte... tudo bem... tudo ainda estava no início... era o início de uma nova era de tecnologias... O que não se entendia muito era como bairros ao lado considerados Capital, essa "inviabilidade técnica" não existia... então pagávamos o valor de 1 Megabyte mas só podíamos ter até 600kb...
O interessante é que não estávamos localizados em áreas geográficas de difícil acesso como montanhas, vales, separados por rios, florestas... nada disso acontece com a baixada fluminense... mas a incômoda frase "inviabilidade técnica" acontecia quando solicitávamos a velocidade de 1 Megabyte. Foi também a época do surgimento da ANATEL, que teoricamente surgiu para fiscalizar as atitudes destas empresas, visto que também teoricamente haveriam concorrências de outras empresas como a NET, que por acaso 15 anos depois ainda não chegou na baixada fluminense... Sendo assim, com o governo criando uma agência reguladora, essas empresas seriam constantemente fiscalizadas para não oferecer vendas casadas, falsas promessas a seus clientes, enfim... teoricamente esta agência seria de uma eficiência incrível... mas isso não acontece... Ela acabou sendo a agência PROTETORA das empresas telefônicas, permitindo até que se façam contratos de qualquer espécie contanto que suas empresas telefônicas sejam beneficiadas. Que é o que acontece atualmente.
Quase 15 anos se passaram, as tecnologias avançaram, com o surgimento do IPad, IPod, ITouch, mudança de governantes, surgiram outros meios de acesso como a Internet 3G, empresas de internet como a GVT, as velocidades praticamente quintuplicaram e o povo da baixada fluminense CONTINUA com sua internet de 300kb, 600kb e 1 Megabyte. Se acessarmos a internet, para saber se aconteceu alguma evolução na Oi Velox, constatamos que ela também evoluiu. Suas velocidades são agora de 1, 2, 4, 10, 15 e 20 Megabyte. Sendo que a velocidade de 10 Megabytes é exatamente o valor que o povo da Baixada Fluminense paga por 1 Megabyte (R$ 69,90).
Pensa-se logo. Algum erro aconteceu. Vamos ligar para solicitar a justa velocidade para o que estamos pagando... e 15 anos depois, parecendo brincadeira ou não, a resposta que se obtém é: Sua linha telefônica possui "inviabilidade técnica" para esta velocidade... E agora com uma novidade. A Oi Velox colocou explicitamente no contrato que poderia até nos fornecer a velocidade de 10 Megabytes, mas desde que houvesse "viabilidade técnica"...
Então nos perguntamos... o que é necessário para que uma linha se torne "viável tecnicamente"? Equipamentos novos? Técnicos especialistas? Fios? Será que em 15 anos, pagando nossas mensalidades em dia a Oi Velox não teve "Viabilidade Financeira" suficiente para adquirir novos equipamentos para seus usuários? A baixada fluminense tem em média cerca de 3,4 milhões de habitantes, supondo que 50% da população utilize serviços de internet, com suas mensalidades devidamente pagas, será que não sobrou nenhuma renda para comprar novos equipamentos e atualizar as velocidades conforme escrito no contrato?
Questionei o atendente do Onbudsman da Oi Velox sobre este impasse... e tudo que recebi como resposta foi que a Oi Velox possui um cronograma de atualização da velocidade de seus clientes. Perguntei então quando seria o prazo final da instalação. E não souberam informar. Então propus continuar utilizando os serviços Oi Velox (já que até hoje, 15 anos depois nem a NET se instalou na Baixada Fluminense para a tal "concorrência" entre empresas), gratuitamente até que esse cronograma fosse cumprido e o contrato fosse assim válido, já que pago minhas contas em dia porém o contrato não é devidamente cumprido. O funcionário não concordou com a propostas, pois eles estão se apoiando no contrato que diz que se a OI Velox não possui "viabilidade técnica", ela não instala o que promete e ponto final.
Ainda não convencido desta triste realidade, resolvi fazer mais um teste. Fui até o site da Oi Velox e elaborei uma proposta de um Novo Plano para um telefone que ainda não possuía banda larga instalada. Utilizei o telefone de minha mãe, que mora extamente no pavimento inferior de minha casa, e para minha surpresa, ao digitar o número a Oi Velox afirmou ter a disponibilidade técnica de até 4 Megabytes para ela. Como se explica uma situação dessas? O que fazer numa situação dessas? Entrei em contato com a ANATEL para avisar do problema, mas segundo o Onbudsman da Oi Velox, ele se mostrou bastante confiante de que nada mudaria, pois tudo estava devidamente escrito no contrato, portanto eles estavam devidamente na "LEI"...
Enfim, acabo me sentindo como se tivesse comprado um carro de luxo, porém na hora da entrega, me é fornecida uma bicicleta sob a alegação de que minha rua possui muitos buracos e que seria "inviavel tecnicamente" eu ter o carro de luxo e eu tenho que ficar com essa bicicleta por um prazo indefinido de 10, 15, 20 anos sem qualquer satisfação ou respeito pelos meus direitos. E ainda tenho que conviver com os famosos jargões: BRASIL, UM PAÍS DE TODOS!!! (Empresários?)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Salem Al Fakir - Ignore This - 2010
E mais um lançamento 2010 para vocês!!! O novo disco do Salem Al Fakir. Com sua voz única, dessa vez ele abusa dos recursos eletrônicos. Faz até lembrar um pouco de Pet Shop Boys... Aquela roupagem Rock, meio Jazz ficou pra trás (coisa que particularmente eu gostava muito), mas vale a pena ouvir cada trilha dessa nova obra do Salem, se inovando a cada álbum.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Starkers in Tokyo

Disco maravilhoso lançado em 1998 por David Coverdale e o guitarrista Adrian Vandenberg. Apenas um lindo timbre de voz e um violão de aço entoando antigas baladas da banda Whitesnake. Vale a pena conferir cada trilha dessa obra... se possível, adquiram o DVD... é muito interessante ver o comportamento dos japoneses e comparar ao dos brasileiros, americanos e outros povos... o respeito pelo artista é tão grande que chega a incomodar o próprio David, que tenta brincar com a platéia "Se vocês quiserem podem gritar assim: Uhhhhh!!!" (risos)...
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Milton e Belmondo

Uma obra maravilhosa para ser adquirida, agora em sua versão nacional pela Biscoito Fino, esta obra reune algumas composições de Milton Nascimento com os irmãos Belmondo; Lionel e Stéphane. Disco gravado originalmente em 2007, mas só agora, 3 anos depois chega em sua versão para venda no país. Compensa ouvir cada faixa desse álbum, segundo por segundo...
Ficha Técnica
Arranjos
Lionel Belmondo & Christophe Dal Sasso
Milton Nascimento: vocal, violão acústico, sanfoninha
Lionel Belmondo: sax soprano, alto flauta
Stéphane Belmondo: flugelhorn
Eric Legnini: piano
Thomas Bramerie: baixo acústico
André Ceccarelli: bateria
Sabine Tavenard: flauta
Bernard Burgun: oboé, corn inglês
JérômeVoisin: clarinete, clarinete base
Cécile Hardouin: fagote
Jean-Pierre Bouchard: coro/corn francês
Stéphane Peter: coro/corn francês
Bastien Stil: tuba
Wilson Lopes: guitarra
Lincoin Cheib: percussão
Ricard Cheib: percussão
Com as cordas da Orquestra Nacional da França
Maestro Christophe Mangou
Gravado por: Tristan Devaux & Pierre-Yves Roupin
Assistente: Fernando Pereira
Estudio “A”, gravado em 11 e 12 de Setembro de 2007
Mixado em 10, 13 e 20 de Fevereiro de 2008 por Lionel Belmondo, Stéphane Belmondo, Christophe Dal Sasso, Tristan Devaux, Eric Legnini
Assistente: Fernando Pereira
Masterizado por Raphaël Jonin J Raph ING
Produção executiva: Ronan Palud
Foto e arte gráfica: Yann Orhan
Foto livreto: Paola Romani
Milton Nascimento gentilmente cedido por Nascimento Music
Gerenciamento Milton Nascimento
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Milton Nascimento e Jobim Trio

Uma obra prima que não pode faltar é esse maravilhoso álbum feito para homenagear o grande mestre Tom Jobim. Formado pelo trio Paulo Braga na batera, Paulo Jobim (filho), Daniel Jobim (neto) e o insuperável Milton Nascimento com sua voz única intepretando canções de Jobim. É válido ressaltar os timbres estão maravilhosos, principalmente do contrabaixo acústico, de uma afinação precisa e limpa.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Som Três
Pra quem não conhece, vale a pena pesquisar... uma das primeiras formações de César Camargo Mariano... Banda surgida aproximadamente em 1966... Serviram de base para muitos cantores bons como Wilson Simonal, Chico Buarque, MPB-4 e em 1970, após a copa do México a banda iria se desfazer porque César Camargo Mariano fora convidado a participar da banda de Elis Regina.
A formação básica da banda era:
César Camargo Mariano - Pianos
Sebastião Oliveira da Paz, o grande Sabá - Contrabaixo
Toninho Pinheiro - Voz e Bateria
Com participações especiais de Chiquito Braga na Guitarra, Luiz Cláudio Ramos, também na guitarra, Maurílio da Silva Santos no Trompete, Gelson Cortez nos vocais.
Seguem 2 links (nas fotos) para 2 álbuns deles... o primeiro de 1968 - Som Três Show e o segundo de 1970 - Som Três Tobogã.

A formação básica da banda era:
César Camargo Mariano - Pianos
Sebastião Oliveira da Paz, o grande Sabá - Contrabaixo
Toninho Pinheiro - Voz e Bateria
Com participações especiais de Chiquito Braga na Guitarra, Luiz Cláudio Ramos, também na guitarra, Maurílio da Silva Santos no Trompete, Gelson Cortez nos vocais.
Seguem 2 links (nas fotos) para 2 álbuns deles... o primeiro de 1968 - Som Três Show e o segundo de 1970 - Som Três Tobogã.
terça-feira, 30 de março de 2010
Almanaque do Samba Jazz

Hoje tive a oportunidade de presenciar mais uma lenda viva da música brasileira, ou melhor, da música argentino-brasileira... pois se trata do grande Hector Costita, ou simplesmente "O Costita"... Saxofonista, vivendo no Brasil há muitos anos ele teve a grande alegria de poder participar e contribuir para o surgimento da Bossa Nova em nosso país... em gravações com muitos músicos como Sérgio Mendes, Raul de Souza e tantos outros nomes importantes, já em sua melhor idade, Costita deu um show de simpatia, musicalidade e profissionalismo ao lado de Rafael Vernet (Piano), Eduardo Neves (Sax e Flauta), Guto Wirtti (Contrabaixo Acústico) e Rafael Barata (Bateria). O Almanaque do Samba Jazz encerrou com chave de ouro!!! Só quem viu pode contar!!!
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